10 de março de 2021

POEMAS com TINTA graúdos [quando me penhoraram injustamente todos os meus bens]


QUANDO ME PENHORARAM INJUSTAMENTE TODOS OS MEUS BENS
P'la voz de Rita Araújo À Fortuna Fortuna, que me persegues! Pequeno triunfo teus: Eu desejo só vontades, Tu disputas-me vinténs. Basta-me o que me deixares, Quando tudo me levares. Basta-me esta alma que tenho, Constante como os penedos; Bastam-me as águas das fontes, E a sombra dos arvoredos; Ponho-me ao fresco no Estio, E aquento-me, andando ao frio. Basta-me o Sol, que não podes Apagar, e à noite a Lua. Se me tirares a casa, Irei dormir para a rua. Sopa, não me dá cuidado, Tem muitas plantas o prado. Se o teu rigor se estendesse A tirar-me o meu tinteiro, Escreveria nos troncos, Com um prego, este letreiro: «Vim ao mundo sem camisa, Ninguém morrendo a precisa.» Marquesa de Alorna 

Tesourinhos, pt 4

 

Formações de Verão!
Junho de 2006

Tesourinhos, pt 3


Quando lançámos os animamigos!
Dezembro 2011

POEMAS com TINTA miúdos [as chaves da cidade de roma]


AS CHAVES DA CIDADE DE ROMA
p'la voz de Rita Araújo

As chaves da cidade de Roma
Na cidade de Roma há uma rua,
Na rua há uma casa,
Na casa há uma porta,
Na porta
há uma escada,
Na escada há uma sala,
Na sala há um quarto,
No quarto há uma cama,
Na cama há uma mesa,
Na mesa há um tapete,
No tapete há uma gaiola,
Na gaiola há um ninho,
No ninho há um ovo,
No ovo há um pássaro,
No pássaro há um coração
Aqui está o meu amor.
O meu amor está no coração,
O coração está no pássaro,
O pássaro está no ovo,
O ovo está no ninho,
O ninho está na gaiola,
A gaiola está no tapete,
O tapete está na mesa,
A mesa está na cama,
A cama está no quarto,
O quarto está na sala,
A sala está na escada,
A escada está na porta,
A porta está na casa,
A casa está na rua,
A rua está na cidade de Roma,
Aqui estão as chaves da cidade de Roma

Lengalenga popular

9 de março de 2021

Tesourinhos, pt 2

Hoje na escola vi uma peça de teatro que se chamava a Alice No País do Soldadinho de chumbo.
Normalmente devia de ser o clássico a Alice no País das Maravilhas, então é assim vou contar-vos:

A Alice ia para o país das maravilhas que era "louco" mas enganou-se
no portal e foi parar a história do soldadinho de chumbo era
uma vez um soldado com uma perna aleijada que conheceu uma bela
bailarina e apaixonaram-se um dia a bailarina caiu na lareira
e depois o soldadinho ganho coragem e saltou para a lareira
eles andavam abraçados de medo mas criaram um coração depois
a Alice foi ao portal e foi para o país das maravilhas onde
TODOS ERAM LOUCOS! E ela encontrou uma sala cheia de portas
e disse:
- Qual irei Escolher?
Então a Alice viu uma poção e bebeu-a de repente encolheu
e entrou numa porta pequena depois apareceu um coelho que dissia:
Estou atrasadíssimo!
Mas a Alice reparou que ainda estava pequena então comeu um cogumelo
que apareceu do nada!Então a Alice encontrou um chapeleiro Maluco
e um coelho desportista e depois foram tomar um chá pelo caminho
encontrou um gato preto e disse:
-Vai pela esquerda para o castelo da rainha.
e a Alice disse:
-OK.
Depois a rainha disse:
-Joga croquete(reparem que é mesmo croquete e não críquete)
Então jogaram e no fim todos se foram embora e a Alice acordou.
E disse tudo a mãe/irmã/pai.


Sou de Mação e foram ao auditório na biblioteca de Mação
Adorei e quero mais por favor!

!

 

8 de março de 2021

ONLINE " ...num FAROL", criação p/ infância ANIMATEATRO

 

EVENTO ONLINE


A luz do farol pode-te orientar, escolhe um dos dias para assistir ao espectáculo
Espreita o teaser!
https://youtu.be/uR_SFcUjyoA


Dias à escolha:
13 ou 14 Março (Sábado e Domingo) e 27 ou 28 Março (Sábado e Domingo)


Já escolheste? Contacta-nos por mensagem privada ou através do e-mail comunicacaoanimateatro@gmail.com

-

“…num FAROL”
30ª Criação para Infância

M3 | 50min



Sobre
De um Farol esperamos luz que orienta, nitidez que elucida, porto que abriga gentes dos mais diversos lugares. É lá que as estórias se encontram, se fundem e se propagam em sonhos, por um ali, por um acolá… Mas perante a bruma que surge, a névoa que fecha horizontes, o cabo que custa a dobrar…unem-se esforços, dissipam-se tormentas e tudo volta a clarear. Sabemos que lá longe, no topo, ele permanecerá a iluminar, sem nunca deixar de cuidar.


Sinopse
Com um nevoeiro tão denso nem o perto se avista, os barcos desorientados navegam sem qualquer pista. Para o Farol funcionar todos terão de ajudar…com algo contribuir, para que a luz volte a surgir!


Ficha Técnica e Artística

Texto: Original de João Ascenso | Conceção, Encenação e Direção: Lina Ramos | Elenco: Alexandre Gregório, Marisa Conceição, Miguel Viana, Sérgio Prieto (substituto) | Cenografia, Plástica e Figurinos: Lina Ramos | Costureira: Rosa Batata | Serralheiro: José Galego | Adereços e Marioneta: João Graça | Música: Cláudio Pereira e Hugo Pimenta | Imagem e Design Gráfico: César Duarte | Fotografia: Patrícia Ricardo e Paulo Vicente | Produção: Animateatro

EURÓNIO responde / as plantas comem terra?

3 de março de 2021

POEMAS com TINTA graúdos [caranguejola]


CARANGUEJOLA
p'la voz de Lina Ramos — Ah, que me metam entre cobertores, E não me façam mais nada… Que a porta do meu quarto fique para sempre fechada, Que não se abra mesmo para ti se tu lá fores! Lã vermelha, leito fofo. Tudo bem calafetado… Nenhum livro, nenhum livro à cabeceira — Façam apenas com que eu tenha sempre a meu lado Bolos de ovos e uma garrafa de Madeira. Não, não estou para mais — não quero mesmo brinquedos. Pra quê? Até se mos dessem não saberia brincar… Que querem fazer de mim com este enleios e medos? Não fui feito pra festas. Larguem-me! Deixem-me sossegar… Noite sempre plo meu quarto. As cortinas corridas, E eu aninhado a dormir, bem quentinho — que amor… Sim: ficar sempre na cama, nunca mexer, criar bolor — Plo menos era o sossego completo… História! Era a melhor das vidas… Se me doem os pés e não sei andar direito, Pra que hei-de teimar em ir para as salas, de Lord? – Vamos, que a minha vida por uma vez se acorde Com o meu corpo, e se resigne a não ter jeito… De que me vale sair, se me constipo logo? E quem posso eu esperar, com a minha delicadeza? Deixa-te de ilusões, Mário! Bom édredon, bom fogo — E não penses no resto. É já bastante, com franqueza… Desistamos. A nenhuma parte a minha ânsia me levará. Pra que hei-de então andar aos tombos, numa inútil correria? Tenham dó de mim. Co’a breca! Levem-me prà enfermaria! — Isto é, pra um quarto particular que o meu Pai pagará. Justo. Um quarto de hospital — higiénico, todo branco, moderno e tranquilo; Em Paris, é preferível — por causa da legenda… Daqui a vinte anos a minha literatura talvez se entenda — E depois estar maluquinho em Paris fica bem, tem certo estilo… Quanto a ti, meu amor, podes vir às quintas-feiras, Se quiseres ser gentil, perguntar como eu estou. Agora, no meu quarto é que tu não entras, mesmo com as melhores maneiras: Nada a fazer, minha rica. O menino dorme. Tudo o mais acabou. Mário de Sá-Carneiro

POEMAS com TINTA miúdos [a raposa e o corvo]


A RAPOSA e o CORVO
p'la voz de Lina Ramos

Mestre Corvo, numa árvore poisado,
No bico segurava um belo queijo.
Mestra raposa, atraída pelo cheiro,
Assim lhe diz em tom entusiasmado:
— Olá! Bom dia tenha o Senhor Corvo,
Tão lindo é: uma beleza alada!
Fora de brincadeiras, se o seu canto
Tiver das suas penas o encanto
É de certeza o Rei da Bicharada!
Ouvindo tais palavras, que feliz
O Corvo fica; e a voz quer mostrar:
Abre o bico e lá vai o queijo pelo ar!
A Raposa o agarra e diz: — Senhor,
Aprenda que o vaidoso se rebaixa
Face a quem o resolve bajular.
Esta lição vale um queijo, não acha?
O Corvo, envergonhado, vendo o queijo fugir
Jurou, tarde de mais, noutra igual não cair.

Esopo

2 de março de 2021

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ONLINE " ...num FAROL", criação p/ infância ANIMATEATRO

EVENTO ONLINE


A luz do farol pode-te orientar, escolhe um dos dias para assistir ao espectáculo
Espreita o teaser!
+ https://youtu.be/uR_SFcUjyoA

Dias à escolha:
13 ou 14 Março (Sábado e Domingo) e 27 ou 28 Março (Sábado e Domingo)

Já escolheste? Contacta-nos por mensagem privada ou através do e-mail comunicacaoanimateatro@gmail.com

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“…num FAROL”
30ª Criação para Infância

M3 | 50min


Sobre
De um Farol esperamos luz que orienta, nitidez que elucida, porto que abriga gentes dos mais diversos lugares. É lá que as estórias se encontram, se fundem e se propagam em sonhos, por um ali, por um acolá…Mas perante a bruma que surge, a névoa que fecha horizontes, o cabo que custa a dobrar…unem-se esforços, dissipam-se tormentas e tudo volta a clarear. Sabemos que lá longe, no topo, ele permanecerá a iluminar, sem nunca deixar de cuidar.

Sinopse
Com um nevoeiro tão denso nem o perto se avista, os barcos desorientados navegam sem qualquer pista. Para o Farol funcionar todos terão de ajudar…com algo contribuir, para que a luz volte a surgir!

Ficha Técnica e Artística
Texto: Original de João Ascenso | Conceção, Encenação e Direção: Lina Ramos | Elenco: Alexandre Gregório, Marisa Conceição, Miguel Viana, Sérgio Prieto (substituto) | Cenografia, Plástica e Figurinos: Lina Ramos | Costureira: Rosa Batata | Serralheiro: José Galego | Adereços e Marioneta: João Graça | Música: Cláudio Pereira e Hugo Pimenta | Imagem e Design Gráfico: César Duarte | Fotografia: Patrícia Ricardo e Paulo Vicente | Produção: Animateatro