23 de novembro de 2017

26 NOVEMBRO / Domingo

"LITERATURINHA - o macaco do rabo cortado"
Leitura encenada a partir de textos de Jules Verne
Pelo teatromosca (Sintra)

M4 | 40min

26 NOVEMBRO (Domingo)
No Cinema S. Vicente (Paio Pires)
16h

Espectáculo em cima do palco p/ maior proximidade c/ o público
Lotação limitada a 50 lugares





SOBRE
O projeto «Literaturinha», criado em 2006, consiste da criação e apresentação de leituras encenadas com o objetivo de iniciar os espetadores (crianças ou adultos) na fruição estética dos clássicos da literatura infanto-juvenil. Inicialmente, este projeto foi acolhido pelo Centro Cultural Olga Cadaval, onde, mensalmente, de outubro de 2006 a junho de 2008, acabou por ser apresentado um total de 16 diferentes leituras, e, desde então, o teatromosca tem apresentado este projeto em auditórios, bibliotecas e escolas de todo o país. O dispositivo cénico de «Literaturinha» é elementar e portátil: dois intérpretes/leitores (atores e/ou músicos), duas malas, objetos dentro. Cenário, som e luz: mínimos. Para todas, a sala favorita é despojada e intimista q.b.. O que conta: a estória.

SINOPSE
Era uma vez um macaco mariola que tinha vergonha do rabo que tinha. Foi ao barbeiro e, zut!, rabo para um lado, macaco para o outro. Só que, depois, ficou maluco e só fez foi macacadas. Tantas ou tão poucas que acabou em telhados de casas a tocar guitarra. Elétrica. Vamos ouvir?

FICHA TÉCNICA e ARTÍSTICA

Direção artística do projeto: Pedro Alves I Interpretação: Pedro Alves, Filipe Araújo e Miguel Moisés Espetáculo com necessidade de proximidade do público | Fotografia: Catarina Lobo | Design gráfico: Alex Gozblau | Produção executiva: Catarina Lobo e Inês Oliveira | Produção: teatromosca | Apoios: Câmara Municipal de Sintra, Junta de Freguesia de Agualva e Mira Sintra e 5àSEC

21 de novembro de 2017

CCB festival APROXIMA-TE / A Animateatro

Olá, amiguitos! No seguimento da nossa presença no festival APROXIMA-TE, a acontecer no CCB no próximo fim-de-semana, e porque nos foi pedido, demos por nós a escrever e a filmar sobre... NÓS! E por "nós" queremos dizer: nós Animateatro e vós público. Somos um só, sabiam?

💛

«Cremos que o teatro é uma das mais importantes artes do coletivo, uma arte socialmente inclusiva, daí não a reconhecermos sem o conceito de equipa, de conjunto, de actores, encenadores, dramaturgos, formadores, produtores, técnicos… São inúmeras as funções que servem para criar um presente com verdade, sempre alicerçados na imaginação, dando, recebendo, brincando seriamente, reinventando o MOMENTO, sempre, mas sempre, COM aquele que nos acolhe, o PÚBLICO.»


[tudinho aqui]


CCB festival APROXIMA-TE / Sábado e Domingo

«Na segunda edição do Festival APROXIMA-TE!, continuamos a lançar perguntas para tentar perceber como podemos aproximar os miúdos do património ou vice-versa, na expectativa de identificar as oportunidades, mas também as contingências e consequentemente os desafios que se apresentam à criação de uma forte, sólida, perene e entusiasmante relação dos miúdos com o património cultural:


Será que a relação dos miúdos com o património pode vir a ser tão espontânea quanto a relação com a música?  Pode o património surgir como um programa de lazer tão atractivo quanto uma ida ao cinema? Que relações com instrumentos de comunicação direccionados para este público desenvolve o património cultural no nosso país?»


«Na Spira acreditamos que o património faz-se de pessoas. Que todas podem usufruir dessa dimensão fantástica, misteriosa, única de um bem patrimonial. Que todos podem sentir o imenso orgulho de pertencerem a uma história de heróis. Da qual fazemos parte. Que faz parte de cada um de nós. Compreendendo, conhecendo, apoiando, divulgando, defendendo um bem que é de todos. Diferentes ângulos. Diferentes claques. Todos, potenciais treinadores de bancada. E muita conversa de café. Acreditamos que todas as pessoas contam para o património.»


Vamos estar por aqui!

Expositor ANIMATEATRO
25 e 26 NOVEMBRO (Sábado e Domingo)
9h às 18h


Espectáculo “BALBUCIA”
25 NOVEMBRO (Sábado)
11h


Mais informações sobre tudo, tudo, tudo aqui:


APAREÇAM!

16 de novembro de 2017

CCB festival APROXIMA-TE

Vamos estar, no fim-de-semana de 25 e 26 de Novembro (onde inclusive vamos fazer o "Balbucia"), no festival APROXIMA-TE, no CCB.
Estejam atentos, na próxima semaninha, contamos mais!

Super Heróis!

"SUPER HERÓIS"
27ª criação infanril ANIMATEATRO
M3 | 50min

19 NOVEMBRO (Domingo)
No Cinema S. Vicente
16h





Sobre
Pode o medo condicionar-nos a vida? Pode o medo ser útil no nosso dia-a-dia? Como o devemos encarar? Devemos ignorá-lo ou, pelo contrário, conhecê-lo e lidar com ele? Assaltou-nos o tema e lançámo-nos ao desafio, concebendo uma estória divertida, onde superpoderes deslindam as caras que o medo tem.

Sinopse
SuperTina e SuperTó são dois super-heróis com uma missão muito especial, vigiam todo o planeta e ao mínimo sinal de medo incrustado, surgem em nosso auxílio! Atenção, atenção! A D. Casimira e o Rafa necessitam de ajuda… Com kilos de energia, litros de folia e uma pitada de público, os nossos heróis metem mãos à obra e conseguem ensinar-nos a lidar com o medo. Escuta! Ele serve apenas para nos alertar dos perigos, não lhe podemos ficar colados, há que superá-lo, libertá-lo, todos podemos ser heróis!

Ficha Técnica e Artística
Texto: Original de João Ascenso | Conceção, Encenação e Direção: Lina Ramos | Elenco: Liliana Costa, Sérgio Prieto, Nuno Moniz, Sérgio Marcelino (substituto) | Cenografia e Figurinos: Lina Ramos | Plástica e Adereços: João Graça | Costureira: Ana Maria Sousa | Composição Musical: Paulo Mendes | Imagem: César Duarte | Fotografia: Patrícia Ricardo e Paulo Vicente | Produção: Animateatro

13 de novembro de 2017

19 NOVEMBRO / Domingo

Por motivos alhei(r)os à Animateatro, a sessão "ESPÍRITO da NATUREZA" foi cancelada. Assim, dia 19 NOV (Dom), pelas 16h, receberemos as famílias e crianças com os nossos "SUPER HERÓIS", no Cinema S. Vicente!

informações
+ evento facebook


9 de novembro de 2017

12 NOVEMBRO / Domingo

A Estrelas e Ouriços tem "A ILHA de PLÁSTICO" na agenda...


e a Pumpkin também...



E nós confirmamos!


"A ILHA de PLÁSTICO"
XVIII produção infantil ANIMATEATRO
M3 | 50min

12 Novembro (Domingo)
No Cinema S. Vicente
16h




Mote: mover consciências e salvar os oceanos!

7 de novembro de 2017

11 NOVEMBRO / Sábado

"UM DOCUMENTÁRIO BESTIAL"
Por Nuno Costa (Lisboa)
M6 | 30min

+ evento facebook
+ toda a informação


Conversa com o realizador após a exibição






E a mais improvável das respostas é-nos dada pelo protagonista do fenómeno sobre o qual foram inventadas todo o tipo de bestialidades: o touro. Porque ele, afinal, é capaz da mais bestial das respostas: O Amor.

6 de novembro de 2017

#046 PASSATEMPO - 11NOV (SÁB), UM DOCUMENTÁRIO BESTIAL

Muito, muito fácil... Do que trata este documentário?

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+ informações - PASSATEMPOS - coluna direita do blog 

3 de novembro de 2017

INICIAÇÃO ao teatro p/ PEQUENOS + ADULTO

O curso de INICIAÇÃO ao TEATRO p/ PEQUENOS inicia amanhã!

O curso de INICIAÇÃO ao TEATRO p/ ADULTOS inicia na próxima semana, dia 9 de Novembro (5f)!


2 de novembro de 2017

NOVO WEBSITE novo reforço

Podem espreitar-nos no novo site, onde temos, por exemplo, informação sobre:


Encontramos-nos por ali também? :)
Obrigada, uma vez mais, ao César Duarte e ao Rui Raposo pelo excelente trabalho! É uma daquelas situações em que: se os virem na rua, digam-lhes olá!

5 NOVEMBRO / Domingo

Vamos juntos despertar consciências, ainda vamos a tempo de salvar os nossos oceanos e os que neles vivem!


"A ILHA de PLÁSTICO"
XVIII produção infantil ANIMATEATRO
M3 | 50min


5 Novembro (Domingo)
No Cinema S. Vicente
16H




Sobre o espectáculo
Este é um espectáculo de sensibilização e consciencialização ambiental. Uma criação em que as componentes lúdica e pedagógica se entrecruzam e interligam desde o primeiro momento. Nesta linha, e movidos pela vontade de promover nos mais pequenos uma consciência ambiental activa, inspiramos-nos no “7º continente”, uma gigantesca área composta por resíduos plásticos, descoberta ao acaso, em 1997, por Charles Moore. O que parece ser uma ilha a flutuar no oceano pacífico é na verdade “uma sopa de lixo” com uma profundidade de 30 metros e uma área 32 vezes maior do que Portugal. O HOMEM é o responsável por esta catástrofe ambiental, assistimos incrédulos ao nascimento de um novo território, nutrido pelos nossos resíduos, onde anualmente é provocada a morte de mais de 1 milhão de aves e de outros 100.000 mamíferos marinhos.




Sinopse
Ples e Lusco são dois seres estranhos que habitam no meio de um oceano, num local, também ele diferente. Cruzam-se, discutem ideias, percebem que sendo azul ou incolor, é o plástico que os mantém à tona… no meio de toda aquela poluição, encontram uma caixa com imagens de um mundo distante, colorido, livre… querem conhecê-lo! Com a ajuda do público vão perceber que estes dois mundos, embora desiguais, fazem parte do mesmo planeta, a TERRA, conclusão… parte dela está doente! Há que meter mãos à obra, RECICLAR, fazer desaparecer esta ILHA de PLÁSTICO!


Ficha Técnica e Artística
Texto: Ricardo G. Santos | Concepção, Encenação e Direcção: Ricardo G. Santos e Lina Ramos | Interpretação: Cláudia Palma e João Zhoraide | Cenografia/ Adereços: Lina Ramos e Ricardo G. Santos | Figurinos: Lina Ramos | Composição Musical: Ricardo G. Santos | Imagem gráfica: César Duarte | Fotografia: Patrícia Ricardo | Produção: Animateatro



CONSCIENCIALIZAÇÃO AMBIENTAL!

26 de outubro de 2017

29 OUTUBRO / Domingo

"LITERATURINHA - cabeça na lua"
Leitura encenada a partir de textos de Jules Verne
Por teatromosca (Sintra)
M4 | 40min

29 OUTUBRO (Domingo)
No Cinema S. Vicente (Paio Pires)
16h

evento facebook



Espectáculo em cima do palco p/ maior proximidade c/ o público
Lotação limitada a 50 lugares


SOBRE
O projeto «Literaturinha», criado em 2006, consiste da criação e apresentação de leituras encenadas com o objetivo de iniciar os espetadores (crianças ou adultos) na fruição estética dos clássicos da literatura infanto-juvenil. Inicialmente, este projeto foi acolhido pelo Centro Cultural Olga Cadaval, onde, mensalmente, de outubro de 2006 a junho de 2008, acabou por ser apresentado um total de 16 diferentes leituras, e, desde então, o teatromosca tem apresentado este projeto em auditórios, bibliotecas e escolas de todo o país. O dispositivo cénico de «Literaturinha» é elementar e portátil: dois intérpretes/leitores (atores e/ou músicos), duas malas, objetos dentro. Cenário, som e luz: mínimos. Para todas, a sala favorita é despojada e intimista q.b.. O que conta: a estória.

SINOPSE
No dia 20 de julho de 1969, Neil Armstrong tornou-se o primeiro ser humano a pisar a lua. Mas foram muitas as tentativas falhadas. Ou talvez não. Alguns poderão ter alcançado outros feitos, tão notáveis como os do primeiro astronauta norte-americano. Alguns até poderão ter acertado em cheio no satélite natural da Terra. Outros poderão passar lá os dias, com a cabeça na lua. Que histórias terão todos eles para contar.

FICHA TÉCNICA e ARTÍSTICA
Direção artística do projeto: Pedro Alves I Interpretação: Pedro Alves, Filipe Araújo e Miguel Moisés Espetáculo com necessidade de proximidade do público | Fotografia: Catarina Lobo | Design gráfico: Alex Gozblau | Produção executiva: Catarina Lobo e Inês Oliveira | Produção: teatromosca | Apoios: Câmara Municipal de Sintra, Junta de Freguesia de Agualva e Mira Sintra e 5àSEC

24 de outubro de 2017

28 OUTUBRO / Sábado



"MARIA 28"
Teatro Fórum por PELES NEGRAS, MÁSCARAS NEGRAS (Seixal)

M14 | 60min

Em criolo s/ tradução


28 OUTUBRO (Sábado)
No Espaço ANIMATEATRO (Amora)
21h30

+ evento facebook



SINOPSE
Duas mulheres num autocarro conversam.
Falam sobre a saúde de uma amiga destruída pelo trabalho doméstico que toda gente desvaloriza. Falam sobre o que passamos nas casas “de senhora” onde trabalhamos.
Falam sobre como estamos sozinhas, mesmo nas nossas famílias.

FICHA TÉCNICA e ARTÍSTICA
CRIAÇÃO E PRODUÇÃO: Nuno Santos | ENCENAÇÃO: Nuno Santos | INTERPRETAÇÃO: Cíntia Lopes, Nadine do Rosário, Nuno Santos e Raquel Levy | MÁQUINDA CÉNICA: A peça decorre dentro de um autocarro onde o cenário é constituído por nove cadeiras | ILUMINAÇÃO: Nuno Santos | SOM: Soundslike Nuno | FIGURINOS: Peles negras máscaras negras


+

Ainda do último fim-de-semana



!!!

23 de outubro de 2017

No último fim-de-semana foi assim



"TRÊS PORQUINHOS - e tudo um sopro levou"
pela bYfurcação

Voltamos a ver-nos no próximo para "LITERATURINHA - cabeça na lua"? :)

#045 PASSATEMPO - 28OUT (SÁB), MARIA 28

Vamos no autocarro, e...

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NOVO WEBSITE reforço

Ihihih! Queremos reforçar que temos um site novinho em folha!
Aproveitamos também para agradecer MUITO aos nossos designer e programador, César e Rui, respectivamente!

http://www.animateatro.org

19 de outubro de 2017

Pequena Grande Nota (dois)

A Animateatro vem, desta forma, mostrar o seu mais sincero pesar pelos acontecimentos ocorridos nos distritos de Leiria, Aveiro, Coimbra (três dos quais costumamos ir em itinerância), Viseu...

O nosso coração está convosco, sempre.

22 OUTUBRO / Domingo

"OS TRÊS PORQUINHOS...
e tudo um sopro levou!"

Pela bYfurcação Associação Cultural
M3 | 50min

evento facebook


10 de outubro de 2017

15 OUTUBRO / Domingo

"OS TRÊS PORQUINHOS...
e tudo um sopro levou!"
Pela bYfurcação Associação Cultural
M3 | 50min

+ evento facebook







SINOPSE
Os nossos três porquinhos, que viviam numa linda, frondosa e colorida floresta, no longínquo tempo em que os animais falavam, tinham como vizinho um lobo. Lobo este que ao contrário de outros lobos, era mau. O chamado Lobo Mau. Mesmo! O Lobo andava a rondar as alegres casinhas dos porquinhos e estava cheio de fome. E de repente encontra os apetitosos porquinhos e decide comê-los... Mas calma! Esta estória é antiga! Nós vamos contar a verdadeira estória.
?! Os três porquinhos?!??

FICHA TÉCNICA e ARTÍSTICA
Adaptação de Texto: Paulo Cintrão | Encenação: Paulo Cintrão | Assistência de Encenação: João Parreira | Interpretação: Ana Lúcia Magalhães, Erica Rodrigues, Joana Lobo e Mário Abel | Música Original: Ana Lúcia Magalhães e Mário Abel | Figurinos, Cenografia e Adereços: Flávio Tomé | Design: José Frutuoso | Frente de Sala: bYfurcação | Produção: bYfurcação Teatro

A Estrelas e Ouriços diz que vamos às escolas!



Mais informação aqui.

<3

3 de outubro de 2017

8 OUTUBRO / Domingo / FORA de CASA

Encontram aqui algum nome familiar?

Sim, vamos estar no dia 8 OUTUBRO, Domingo
inseridos no projecto "Viver Teatro aos Domingos"
no Auditório da Casa-Museu Centro Cultural João Soares, em Leiria!

"SUPER HERÓIS" podemos ser todos, sabiam?


7 OUTUBRO / Sábado

É com muito prazer que trazemos


"TRÊS IRMÃS"
Tríptico por UM COLETIVO (Elvas)
M12 | 2h30min

Texto de Luísa Monteiro, Valério Romão e Rui Pina Coelho a partir de Três Irmãs e de Uma Viagem Pelo Império Russo, de A. Tchekhov

7 OUTUBRO (Sábado)
No Cinema S. Vicente (Paio Pires)
21h




SOBRE
Três Irmãs é um monólogo a três tempos.
Começa in media rés, imediatamente a seguir a ter-se perdido o único comboio rumo a Moscovo. Aí, as Três iniciam uma viagem extática, paralela à linha de comboio: uma jornada longa e fria corpo adentro que conduzirá a uma cidade que ninguém sabe qual nem como é. Cada uma delas é estação dessa viagem ao sonho da capital, portanto, cada uma delas, é um ato distinto:
Irina – Macha – Olga. Uma Matrioska. Como se a família fosse apenas o percurso de tempo-fora, através da vida. Primeiro, a Irina diz “vamos trabalhar, vamos trabalhar”; depois, a Macha grita “precisamos viver, precisamos viver” e, no fim, Olga: “se nós soubéssemos, se nós soubéssemos…”

O projeto começou por ser um tríptico de espetáculos a partir de cada uma das três irmãs de Tchekhov: Irina, escrita por Luísa Monteiro, Macha, escrita por Valério Romão e Olga, escrita por Rui Pina Coelho. Hoje, TRÊS IRMÃS acontece finalmente num tempo e espaço comum, construído a partir do tríptico de espetáculos desenvolvido entre Outubro de 2015 e Junho de 2016, em espaços como a Lx Factory, o Teatro Ibérico e a Escola 60 do Bairro da Ajuda. Assim, este monólogo em três atos é um mergulho no universo tchekhoviano, em que se fala sobre a vida humana e a tentativa de futuro, através do trabalho e do casamento, sempre com a luz do amor ao fundo, através das perspetivas das Três Irmãs, escritas pelos autores acima referidos. Cada um dos atos do espetáculo é totalmente independente do outro, sendo que os “diálogos” entre as irmãs são feitos através do corpo comum da atriz e, naturalmente, pela dramaturgia do espetador.



IRINA
Em Irina, estreada a 21 de Dezembro na Lx Factory, a juventude branca resgatada pela Luísa Monteiro inventa uma casa por cima do que pode ainda restar dos sonhos e do amor. A redescoberta do vermelho nas chávenas de chá, uma cozinha erguida a custo de memórias e entre estórias de criadas de quem não rezará qualquer história, que não esta. Um fio branco de fumo de esperança a dissipar-se, na madrugada que antecede a manhã de trabalho inerte, naquele mesmo lugar em que, à noite, Irina é feliz. Irina podia salvar-se assim, pelo trabalho, podia salvar-se do ninho burguês de perdiz, incendiar a casa que carrega, feita de móveis antigos e pesados.
Não o faz, apenas convida os espetadores a sentarem-se, ocupando os lugares de fantasmas e entretendo o presente para que ele flua até à morte do tempo.
“Pelo trabalho também se justifica a perda daquele comboio feito de palavras! Palavras como ‘beijos’, como ‘ternuras’ ou ‘crianças entre campos de flores amarelas’... essas palavras que irrompem pelas paisagens do amor, como se subitamente se saísse de um túnel e...É preciso impedir a visão das paisagens que nos tiram a fome!”

MACHA
A 21 de Março, no Teatro Ibérico, estreia Macha, a segunda das irmãs, de luz cinzenta, noturna, esquiva. Um gato escondido atrás de uma máscara de mármore. A melancolia de não ter sido possível ter uma vida diferente. A revolta surda e convulsa confessada a um público que lhe é indiferente. Escrita por Valério Romão, num encalce entre Piece of Monologue beckettiano e Madame Bovary, de Flaubert, à procura da linguagem daquela que, das irmãs, estranha a Rússia e os russos, a vidinha e as pequenas rotinas. Primaveril na ironia, no grito negro de clamor pela vida, Macha é do tamanho da imensidão na qual ela se agita, para não deixar os sonhos dormir.
“...e lá vamos, entediados mas carregados, acenando aos passantes com o cuidado de mostrar o melhor que há em nós e, que, desgraçadamente, não faz parte de nós, sempre com medo de nos expormos de dentro para fora...”

OLGA
Por fim, Olga, a professora primária, a irmã mais velha, a que veste azul há-de estrear a 20 de Junho na Escola Básica 60 do Bairro da Ajuda. Olga, escrita por Rui Pina Coelho, segue a vida que lhe ensinaram no Colégio em que agora dá aulas, espartilhando ambições entre palavras, sufocando pelo tédio de que a vida passe sem nunca a poder agarrar. O pensamento de Olga sabe ser silêncio e riso. É sábio e cínico. Olga, a Santa, sacrificando os dias em orfandade em prol do futuro belo que virá. Tripalium! Nem Irina chegou a ir para a fábrica, nem Macha se desfez do teatro. Mas Olga, fechada no Colégio, de cansaço em cansaço, acabou por viver o infinito.
Se ela soubesse...
“Quanto mais trabalho mais morro. No trabalho não há amor. O trabalho não faz tréguas. O trabalho não ama. No trabalho não há amor. O trabalho não dorme. O trabalho nunca tem sede.”


SINOPSE
As Três irmãs tentaram sair de casa. Ir até à estação. Esperar o comboio. Talvez tenham perdido o comboio. Talvez não tenha havido comboio. Talvez não tenham saído. Não saíram. A estação foi desativada. Não sabiam onde era Moscovo. Talvez não haja Moscovo. As Três irmãs fecharam as janelas.

FICHA TÉCNICA e ARTÍSTICA
Texto: Luísa Monteiro, Valério Romão e Rui Pina Coelho | Criação: Cátia Terrinca e Francisco Salgado | Interpretação: Cátia Terrinca | Desenho de Luz: João P. Nunes | Desenho de Som: Alexandre Vaz | Cenografia: Suzana Alves da Silva | Apoio: Jesús Manuel | Design Gráfico: João P. Nunes | Fotografias: Alípio Padilha, Vítor Paiva, Mário Pires, João P. Nunes e Vitorino Coragem | Produção: Ana Pestana e Márcia Conceição | #11 Projeto: UMCOLETIVO

#044 PASSATEMPO - 7OUT (SÁB), TRÊS IRMÃS

Esta é muito fácil! Sabemos que foi Luísa Monteiro, Valério Romão e Rui Pina Coelho que escreveram o texto, mas... a partir de que autor? Repetimos: esta é muito fácil!

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21 de setembro de 2017

Desparaíso

Tal qual agenda, vejamos: Teatro Sábado à noite, óptimo programa! DESPARAÍSO, p'la MUSGO Produção Cultural, às 21h30, naquele sítio que vocês sabem. Café e chá por conta da casa, como de costume. E boa conversa. E Teatro, repetimos!

19 de setembro de 2017

#043 PASSATEMPO - 23SET (SÁB), DESPARAÍSO

Com a informação que te disponibilizamos aqui, sobre o que é o espectáculo? Vááá, vamos fazer uma pequena composição!

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23 SETEMBRO / Sábado / FORA de CASA



"A ILHA de PLÁSTICO"
Por ANIMATEATRO
M3 | 50min


Festa da Criança, p'l Os Pioneiros de Portugal 
No Parque Urbano das PAIVAS
16h


Mais do que nunca, necessário! Consciencialização ambiental!

18 de setembro de 2017

14 de setembro de 2017

Newsletter desta semana!

Malta muito gira: temos o nosso site em remodação. Como tal, pedimos a vossa compreensão e pedimos que nos sigam pelos outros meios disponíveis, como é o caso deste blog, do facebook, do instagram, do twitter... E ainda, se for mais fácil, comunicando através do nosso endereço de correio electrónico, comunicacaoanimateatro@gmail.com, e do contacto telefónico, 212254184! Muito obrigada!

Até já!
:)

23 SETEMBRO / Sábado

"DESPARAÍSO"
Por MUSGO produção cultural (Sintra)
M12 | 50min
(com conversa aberta ao público após a sessão)

No Espaço ANIMATEATRO (Amora)
21h30




SINOPSE
“DESPARAÍSO" é a história de D’Jon, um africano lusófono que, migrante da sua pátria em busca do El Dourado europeu, “aterra” num dos mais pobres e perigosos subúrbios de Lisboa, onde, afinal, perdido de amores... se sente em casa. Como é que este amor floresceu é o que veremos. O espetáculo compõe-se de pequenos quadros de situação nos quais acompanhamos as aventuras e desventuras do herói – D’Jon-, desde a partida de África até ao seu “estabelecimento”.


FICHA TÉCNICA E ARTÍSTICA
Direção: Paulo Campos dos Reis | Interpretação: Adriano Reis e Ricardo Soares | Adereços: Lucrécia Alves | Fotografia: Nuno Gomes | Vídeo: Ricardo Reis e Lilia Santos | Assistência de produção: Rute Xavier | Designer gráfica: Norma Carvalho | Coordenação de projeto: Paulo Campos dos Reis e Ricardo Soares | Produção: MUSGO Produção Cultural.



SOBRE O ESPECTÁCULO
"DESPARAÍSO” é uma comédia para dois actores sobre a diáspora africana lusófona nos subúrbios de Lisboa. O texto do espetáculo, que entrança ficção e realidade, resulta de um fórum dramatúrgico que implica biograficamente o elenco (luso-africano). “DESPARAÍSO” será apresentado em quatro concelhos do País (Cacém, Rio de Mouro, Fontanelas, Porto, Lisboa, Seixal) complementado com a realização de uma oficina pedagógica sobre o tema da diversidade e integração, organizada em articulação com associações socioculturais locais. Em Junho de 2017, fez uma digressão a Cabo Verde, a São Vicente, Sal e Santiago - através do Instituto Camões - Centro Cultural Português do Mindelo e da Praia, ALAIM e Festival SalEncena.

A partir de "DESPARAÍSO” pretende-se, com o grupo de participantes, inscrever, debater, aprofundar e antagonizar conceitos como Diversidade Cultural vs Xenofobia; Não-Ódio vs Estereótipo e Preconceito; Sentimento de Pertença e Identidade vs Desenraizamento. “Mais Diversidade, Melhor Humanidade” surge, neste contexto, como elemento catalisador: reforça a ligação aos serviços educativos dos locais de acolhimento (ampliando o debate em torno do espetáculo) e, por outro lado, atrai públicos (participantes da oficina e seu círculo de influência) às salas de apresentação.

O processo de construção do espetáculo radica na implicação (em sede de fórum dramatúrgico) de todo o elenco; cruzam-se contiguidades afetivas (de pertença) e conhecimento ("no terreno") de realidades contextuais, com evidentes reflexos na criação. O cruzamento das experiências pessoais permite rastrear e verter para o espetáculo "tiques identitários" de ambos os lados - português e africano-, realizando uma prática dramatúrgica, por assim dizer, mestiça. 


CONTEXTO SOCIOLÓGICO
Depois do irresistível crescimento dos subúrbios de Lisboa, sobretudo depois do 25 de Abril (e consequente democratização do preço da habitação), as periferias das grandes cidades tornaram-se verdadeiros dormitórios de betão armado, onde a população com menos recursos económicos encontrou o seu espaço. Fenómenos como o êxodo rural dos anos 60 (movimento migratório que mobilizou a população rural portuguesa para as grandes cidades) e a diáspora africana em direção à ex-metrópole (depois da descolonização e da eclosão, nalguns países, de guerras civis) enformam o quadro sociológico que caracteriza as personagens-tipo de “DESPARAÍSO”. D’Jon pertence à segunda geração de africanos (identificando a primeira com a dos ex-combatentes) que chega a Portugal (a Europa sonhada) à procura de uma oportunidade. Repete os passos dos seus antecessores; e um dia regressará à pátria para gozar uma velhice próspera. É também a história de muitos emigrantes portugueses e de todo o mundo: mudar de vida (para melhor). A Europa de hoje já não é, todavia, o El dourado. A crise económica que vem afetando os mercados de há uma década para cá cavou problemas políticos e sociais gravíssimos, de entre os quais se destacam o desinvestimento em programas de solidariedade social generosos ou as crescentes taxas de desemprego jovem. É neste contexto – o de hoje – que decorre a ação de “DESPARAÍSO”. O país de D’jon pode ser qualquer país lusófono africano. O subúrbio a que se faz referência pode escolher-se entre a Linha de Sintra e a Margem Sul. 


SOBRE A MUSGO
A MUSGO Produção Cultural é uma estrutura de teatro profissional, formada em 2012, que tem financiamento anual da Câmara Municipal de Sintra. Apresenta, no biénio 2016/17, o espetáculo transdisciplinar (bimestral) “Ofensiva Amada”, no Centro Cultural Olga Cadaval, e, o ano passado, o espetáculo “Os Lusíadas – Viagem Infinita”, na Quinta da Regaleira, em Sintra. Há dois anos, em São Vicente, Cabo Verde, apresentou, pelo Instituto Camões – Centro Cultural Português do Mindelo, Associação de Turismo de Lisboa, e Câmara Municipal de Sintra, o espetáculo “Ou Quixote”, a partir de Cervantes.