8 de março de 2021

ONLINE " ...num FAROL", criação p/ infância ANIMATEATRO

 

EVENTO ONLINE


A luz do farol pode-te orientar, escolhe um dos dias para assistir ao espectáculo
Espreita o teaser!
https://youtu.be/uR_SFcUjyoA


Dias à escolha:
13 ou 14 Março (Sábado e Domingo) e 27 ou 28 Março (Sábado e Domingo)


Já escolheste? Contacta-nos por mensagem privada ou através do e-mail comunicacaoanimateatro@gmail.com

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“…num FAROL”
30ª Criação para Infância

M3 | 50min



Sobre
De um Farol esperamos luz que orienta, nitidez que elucida, porto que abriga gentes dos mais diversos lugares. É lá que as estórias se encontram, se fundem e se propagam em sonhos, por um ali, por um acolá… Mas perante a bruma que surge, a névoa que fecha horizontes, o cabo que custa a dobrar…unem-se esforços, dissipam-se tormentas e tudo volta a clarear. Sabemos que lá longe, no topo, ele permanecerá a iluminar, sem nunca deixar de cuidar.


Sinopse
Com um nevoeiro tão denso nem o perto se avista, os barcos desorientados navegam sem qualquer pista. Para o Farol funcionar todos terão de ajudar…com algo contribuir, para que a luz volte a surgir!


Ficha Técnica e Artística

Texto: Original de João Ascenso | Conceção, Encenação e Direção: Lina Ramos | Elenco: Alexandre Gregório, Marisa Conceição, Miguel Viana, Sérgio Prieto (substituto) | Cenografia, Plástica e Figurinos: Lina Ramos | Costureira: Rosa Batata | Serralheiro: José Galego | Adereços e Marioneta: João Graça | Música: Cláudio Pereira e Hugo Pimenta | Imagem e Design Gráfico: César Duarte | Fotografia: Patrícia Ricardo e Paulo Vicente | Produção: Animateatro

EURÓNIO responde / as plantas comem terra?

3 de março de 2021

POEMAS com TINTA graúdos [caranguejola]


CARANGUEJOLA
p'la voz de Lina Ramos — Ah, que me metam entre cobertores, E não me façam mais nada… Que a porta do meu quarto fique para sempre fechada, Que não se abra mesmo para ti se tu lá fores! Lã vermelha, leito fofo. Tudo bem calafetado… Nenhum livro, nenhum livro à cabeceira — Façam apenas com que eu tenha sempre a meu lado Bolos de ovos e uma garrafa de Madeira. Não, não estou para mais — não quero mesmo brinquedos. Pra quê? Até se mos dessem não saberia brincar… Que querem fazer de mim com este enleios e medos? Não fui feito pra festas. Larguem-me! Deixem-me sossegar… Noite sempre plo meu quarto. As cortinas corridas, E eu aninhado a dormir, bem quentinho — que amor… Sim: ficar sempre na cama, nunca mexer, criar bolor — Plo menos era o sossego completo… História! Era a melhor das vidas… Se me doem os pés e não sei andar direito, Pra que hei-de teimar em ir para as salas, de Lord? – Vamos, que a minha vida por uma vez se acorde Com o meu corpo, e se resigne a não ter jeito… De que me vale sair, se me constipo logo? E quem posso eu esperar, com a minha delicadeza? Deixa-te de ilusões, Mário! Bom édredon, bom fogo — E não penses no resto. É já bastante, com franqueza… Desistamos. A nenhuma parte a minha ânsia me levará. Pra que hei-de então andar aos tombos, numa inútil correria? Tenham dó de mim. Co’a breca! Levem-me prà enfermaria! — Isto é, pra um quarto particular que o meu Pai pagará. Justo. Um quarto de hospital — higiénico, todo branco, moderno e tranquilo; Em Paris, é preferível — por causa da legenda… Daqui a vinte anos a minha literatura talvez se entenda — E depois estar maluquinho em Paris fica bem, tem certo estilo… Quanto a ti, meu amor, podes vir às quintas-feiras, Se quiseres ser gentil, perguntar como eu estou. Agora, no meu quarto é que tu não entras, mesmo com as melhores maneiras: Nada a fazer, minha rica. O menino dorme. Tudo o mais acabou. Mário de Sá-Carneiro

POEMAS com TINTA miúdos [a raposa e o corvo]


A RAPOSA e o CORVO
p'la voz de Lina Ramos

Mestre Corvo, numa árvore poisado,
No bico segurava um belo queijo.
Mestra raposa, atraída pelo cheiro,
Assim lhe diz em tom entusiasmado:
— Olá! Bom dia tenha o Senhor Corvo,
Tão lindo é: uma beleza alada!
Fora de brincadeiras, se o seu canto
Tiver das suas penas o encanto
É de certeza o Rei da Bicharada!
Ouvindo tais palavras, que feliz
O Corvo fica; e a voz quer mostrar:
Abre o bico e lá vai o queijo pelo ar!
A Raposa o agarra e diz: — Senhor,
Aprenda que o vaidoso se rebaixa
Face a quem o resolve bajular.
Esta lição vale um queijo, não acha?
O Corvo, envergonhado, vendo o queijo fugir
Jurou, tarde de mais, noutra igual não cair.

Esopo

2 de março de 2021

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ONLINE " ...num FAROL", criação p/ infância ANIMATEATRO

EVENTO ONLINE


A luz do farol pode-te orientar, escolhe um dos dias para assistir ao espectáculo
Espreita o teaser!
https://youtu.be/uR_SFcUjyoA

Dias à escolha:
13 ou 14 Março (Sábado e Domingo) e 27 ou 28 Março (Sábado e Domingo)

Já escolheste? Contacta-nos por mensagem privada ou através do e-mail comunicacaoanimateatro@gmail.com

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“…num FAROL”
30ª Criação para Infância

M3 | 50min


Sobre
De um Farol esperamos luz que orienta, nitidez que elucida, porto que abriga gentes dos mais diversos lugares. É lá que as estórias se encontram, se fundem e se propagam em sonhos, por um ali, por um acolá…Mas perante a bruma que surge, a névoa que fecha horizontes, o cabo que custa a dobrar…unem-se esforços, dissipam-se tormentas e tudo volta a clarear. Sabemos que lá longe, no topo, ele permanecerá a iluminar, sem nunca deixar de cuidar.

Sinopse
Com um nevoeiro tão denso nem o perto se avista, os barcos desorientados navegam sem qualquer pista. Para o Farol funcionar todos terão de ajudar…com algo contribuir, para que a luz volte a surgir!

Ficha Técnica e Artística
Texto: Original de João Ascenso | Conceção, Encenação e Direção: Lina Ramos | Elenco: Alexandre Gregório, Marisa Conceição, Miguel Viana, Sérgio Prieto (substituto) | Cenografia, Plástica e Figurinos: Lina Ramos | Costureira: Rosa Batata | Serralheiro: José Galego | Adereços e Marioneta: João Graça | Música: Cláudio Pereira e Hugo Pimenta | Imagem e Design Gráfico: César Duarte | Fotografia: Patrícia Ricardo e Paulo Vicente | Produção: Animateatro



26 de fevereiro de 2021

DESAFIO em FAMÍLIA [jogado]

 

Quem diz jogado, diz brincado; quem somos nós para pedir que a imaginação tenha limites!

Por exemplo, da nossa parte:  quem se lembrou do jogo do galo nasceu, pelo menos, nos anos 80; e quem fez a baleia diz que não tem muito jeito, mas foi com muito carinho e até a baptizou: chama-se Gigi, a baleia Feliz!

Peguem nos vossos "jogos", nas vossas brincadeiras (inventados ou não, com menos ou com mais jeito, o que conta é a intenção - lembrem-se sempre da Gigi!)

Podem enviar-nos as vossas coisinhas pelos comentários deste post, ou por mensagem privada através das nossas redes sociais, indicando-nos o nome e a idade dos intervenientes.






24 de fevereiro de 2021

POEMAS com TINTA graúdos [dedução]


DEDUÇÃO
p'la voz de Marisa Conceição

Não acabarão com o amor,
Nem as rusgas,
Nem a distância.
Está provado,
Pensado,
Verificado.
Aqui levanto solene
Minha estrofe de mil dedos
E faço o juramento:
Amo
Firme,
Fiel
E verdadeiramente.


Maiakovski

POEMAS com TINTA miúdos [pico pico sarapico]


PICO PICO SARAPICO
p'la voz de Marisa Conceição

Pico, pico, sarapico,
Pico, pico, sarapico,
Quem te deu tamanho bico?
Foi a filha da rainha
Que está presa na cozinha.
Salta a pulga na balança,
Dá um berro, vai a França;
Os cavalos a correr,
As meninas a aprender,
Qual será a mais bonita
Que se há-de esconder?
Pico, pico, sarapico,
Quem te deu tamanho bico?
Foi a velha chocalheira,
Que come ovos com manteiga.
Os cavalos a correr,
As meninas a aprender,
Qual será a mais bonita,
Que se vai esconder.
Sola, sapato, rei, rainha,
Fui ao mar pescar sardinha,
Para a filha do juiz
Que está presa pelo nariz.
Salta a pulga na balança,
E vai ter até à França.
Os cavalos a correr,
As meninas a aprender,
Qual será a mais bonita
Que se vai esconder?

Lengalenga popular

23 de fevereiro de 2021

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Partilhámos há uns dias no nosso instagram (+ https://www.instagram.com/animateatro/) esta imagem de fundo. Escrevemos que todos estes raminhos personificam os bracinhos de muitos a quem queremos abraçar. Porque nos são queridos, porque nos apoiam, porque acreditam, porque trabalham árdua e honestamente naquilo que acreditam ser um dos pilares ao homem - a cultura, sim. Da qual faz parte... o Teatro.

É, é isto.