11 de abril de 2017

ESTREIA "A BOTA VELHA"

Obrigada ao Paulo pelos singelos registos, como sempre <3

Se não tiveram oportunidade de ver, vamos estar em cena também
22 e 29 ABRIL (Sábados), pelas 21h30, no Espaço ANIMATEATRO (Amora)

Vemos-nos?

4 de abril de 2017

Ainda do Dia Mundial do Teatro / JOÃO e o PÉ de FEIJÃO

Aqui!
Obrigada à Junta de Freguesia da Amora!
Até já!

ESTREIA "A BOTA VELHA" / Entrevista RDS

ESTREIA 52ª Criação ANIMATEATRO



ESTREIA

“A BOTA VELHA”
52ª criação ANIMATEATRO

M6 | 50min


8 ABRIL (Sábado)
No Espaço ANIMATEATRO (Amora)
21h30

+evento facebook


SOBRE
Parti desafiando um amigo, um ilustrador que à revelia deixava escorrer lúcidos, absurdos e estimulantes escritos. Encantou-me a forma como desencadeava humor nas anormalidades do dia-a-dia, ora envergando nós, estrutura Animateatro, uma especial estimação pelo tratar a seriedade de forma estranha, instiguei-o, acedeu gentilmente e de tecla em punho presenteou-nos com uma viagem que tanto veste absurdo, melancolia como comicidade.
No processo dramatúrgico, o que mais se demarcou foi a intenção em explanarmos a disparidade entre o ficcional e o real, entre gerações, entre o brincar e o estagnar. Saberá quem nos lê que, muitas vezes, por nos considerarmos vetustos, não nos permitimos à ação de foliar, não deixamos fruir a diferença que nos circunda, fechamos janelas, inibimos experiências de entrar. Na solitude da maturidade, frequentemente resgatamos imagens a uma memória imberbe, vestida de uma beleza inócua que se dilui lentamente, mas à qual inconscientemente persistimos em ancorar. Lá, questionamos de forma labiríntica os momentos, existe a dificuldade em discernir o real ou fabricado, entre a ilustração ou fotografia, mas é crucial registar o pormenor, pois sem ele o que seria do beco, da bicicleta ou até da vizinha.
Tratamos uma viagem recheada de passados possíveis. (Lina Ramos)

SINOPSE
Quantos queres? Sim é aquele jogo em que podemos escolher, onde pequenas pintas com cores nos instigam, revelando estreitas janelas, potenciando vastas possibilidades. Quantos pormenores queres? Há Vermelho que traz uma vizinha com sete chapéus, o verde que carrega a bicicleta velha do carteiro novo, o amarelo que imponentemente revela o par de pombas nas suas assembleias gerais.
Se abrirmos um buraco, se puxarmos um fio, o que acontecerá? Uma memória fabricada, um futuro aberto, um presente intemporal, uma bota que é velha? Pode até não acontecer nada, pode até ser tudo uma brincadeira.

FICHA TÉCNICA E ARTÍSTICA

TEXTO: Rodolfo Bispo | CO CRIAÇÃO: Cláudio Pereira e Lina Ramos | INTERPRETAÇÃO: Cláudio Pereira e Lina Ramos | SONOPLASTIA: Cláudio Pereira | DESENHO DE LUZ, FIGURINOS E CENÁRIO: Cláudio Pereira e Lina Ramos I EXECUÇÃO DE FIGURINOS: Maria Teresa Beirão e Lina Ramos | SERRALHEIRO: José Galego | ILUSTRAÇÃO; GRAFISMO: Rodolfo Bispo | FOTOGRAFIA: Patrícia Ricardo | PRODUÇÃO: Animateatro


28 de março de 2017

2 ABRIL / Domingo / FORA DE CASA

"JOÃO e o PÉ de FEIJÃO"
XXVI Criação ANIMATEATRO
M3 | 50min

2 ABRIL (Domingo)
No Centro Cultural de Carnide
16h

+ http://www.luacheia.pt/casadocoreto.html

2 ABRIL / Domingo

“BRANCA de NEVE” 
teatro por PAULO LAGE

M3 | 45min

2 ABRIL (Domingo)
No Cinema São Vicente (Paio Pires)
16h

evento facebook



SOBRE
Branca de Neve, partindo do conto dos irmãos Grimm, uma adaptação teatral que ganha uma dimensão contemporânea e musical, juntando música popular portuguesa e alguns alguns pensamentos de Robert Walser.
Três atores vestem a pele de várias personagens de forma lúdica, musicada, sem eliminar a mensagem subjacente ao conto e à tradição oral.
Pretendemos que as crianças viajem nesta estória cheia de emoção e verdade, através da palavra, da música, do gesto.

SINOPSE
Uma rainha má e bela resolve, por inveja e vaidade, mandar matar, Branca a mais linda de todo o reino. Mas o Caçador que deveria assassiná-la deixa-a partir… durante a sua fuga pela floresta, encontra a casa dos sete anões, que trabalham numa mina. Tempo depois, descobrindo que Branca continua viva, a Rainha disfarça-se de capuchinho Vermelho e segue-lhe o encalço levando consigo a maçã envenenada, Branca caiará num sono profundo até o dia em que...

FICHA TÉCNICA E ARTÍSTICA
Criação Coletiva/Elenco: Cheila Lima, Daniela Onis e Paulo Lage | Produção: Paulo Lage

Felizes Dias Mundiais do Teatro

"A memória não é uma coisa do passado quando algo de inexplicável perdura e se prolonga no tempo. Faz parte do presente ao ficar atualizada a cada instante com outros tantos novos estímulos sem deixar de manter uma relação com os referentes icónicos. É por isso que pode continuar viva a voz do ator, uma ou outra palavra escrita, uma imagem que, como uma fotografia ficou impressa na mente. A memória estabelece uma equação sistémica com as efemeridades que se gravam na pele a cada instante. Nem sempre tem lógica e nem compreendemos bem o que ficou do outro em nós próprios, o que ficou da sombra do outro na nossa própria sombra."

João Brites

Dia Mundial do Teatro

Isabelle Huppert, France (tradução a partir da versão original)

Já passaram 55 anos desde a primavera em que se celebrou pela primeira vez o Dia Mundial do Teatro.

Esse dia, ou seja, essas 24 horas começaram no Teatro Nô e Buranku, passaram pela Ópera de Pequim e pelo Kathakali, passaram entre a Grécia e a Escandinávia, foram de Ésquilo a Ibsen, de Sófocles a Stringberg, passaram entre a Inglaterra e a Itália, foram de Sarah Kane a Pirandello. Passaram, entre outros países, pela França, onde nos encontramos, e por Paris que continua a ser a cidade do mundo que recebe o maior número de companhias estrangeiras. Em seguida, as nossas 24 horas levaram-nos da França à Rússia, de Racine e Molière e a Tchékhov depois, atravessando o Atlântico, chegaram a um campus universitário californiano onde as pessoas podem, quem sabe, reinventar o Teatro. Porque o Teatro renasce sempre das cinzas. Ele não passa de uma convenção que temos de constantemente abolir. É por isso que continua vivo. O Teatro tem uma vida irradiante, que desafia o espaço e o tempo, as peças mais contemporâneas são alimentadas pelos séculos passados, os reportórios mais clássicos tornam-se modernos de cada vez que os encenamos.

Uma Jornada Mundial do Teatro não é, evidentemente, como um dia banal das nossas vidas quotidianas. Esta Jornada faz reviver um imenso espaço-tempo e para evocar esse espaço-tempo, vou socorrer-me de um dramaturgo francês, tão genial como discreto, Jean Tardieu. Cito-o: — ” Para o espaço ele pergunta qual é o caminho mais longo de um ponto para outro ….Para o tempo sugere medir em décimas de segundo o tempo que demora pronunciar a palavra «eternidade».

Para o espaço-tempo ele diz ainda: “Fixai no vosso espirito, antes de adormecer, dois pontos quaisquer no espaço e calculem o tempo que é preciso para, em sonho, ir de um ponto ao outro”. É a expressão “em sonho” que retenho. Poderíamos dizer que Jean Tardieu e Bob Wilson se encontraram. Podemos também resumir o nosso Dia Mundial do Teatro evocando Samuel Beckett que pôs a Winnie a dizer, no seu estilo expedito: “Oh que lindo dia que poderia ser.” Ao pensar nesta mensagem, que me fizeram a honra de me pedir, lembrei-me de todos esses sonhos de todas essas cenas.

Então, não chego sozinha a esta sala da UNESCO: todas as personagens que representei me acompanham, os papéis que pensamos que nos abandonaram quando acaba, mas que têm em nós uma vida subterrânea, prestes a ajudar ou a destruir os papéis que lhes sucedem: Fedra, Araminta, Orlando, Hedda Gabbler, Medeia, Merteuil, Blanche Dubois… Acompanham-me, também, todos os personagens que amei e aplaudi como espectadora. E nesse lugar, pertenço ao mundo inteiro. Sou grega, africana, síria, veneziana, russa, brasileira, persa, romena, japonesa, marselhesa, nova-iorquina, filipina, argentina, norueguesa, coreana, alemã, austríaca, inglesa, isto é, o mundo inteiro.

A verdadeira mundialização é esta.

Em 1964, por ocasião desta Jornada Mundial do Teatro, Laurence Olivier anunciou que, depois de mais de um século de combate, se conseguira, por fim, criar em Inglaterra um Teatro Nacional, que ele quis imediatamente que fosse um teatro internacional, pelo menos no seu repertório. Ele sabia bem que Shakespeare pertencia a todo o mundo no mundo.

Adorei saber que a primeira mensagem destas Jornadas Mundiais do Teatro, em 1962, fora confiada a Jean Cocteau, escolhido por ser, como se sabe, o autor de “uma volta ao mundo em 80 dias”. Eu fiz a volta ao mundo de uma outra maneira: fi-la em 80 espectáculos ou em 80 filmes. Digo filmes porque não faço nenhuma diferença entre representar no teatro e representar no cinema, o que surpreende sempre que o digo, mas é verdade, é assim. Nenhuma diferença.

Falando aqui, não sou eu própria, não sou uma actriz, sou apenas uma das numerosas pessoas graças às quais o Teatro continua a existir. É um pouco o nosso dever. E a nossa necessidade: Como dizer: Nós não fazemos existir o Teatro, é graças ao Teatro que nós existimos O Teatro é muito forte, resiste, sobrevive a tudo, às guerras, às censuras, à falta de dinheiro. Basta dizer: “O cenário é um palco nu de uma época indeterminada” e de chamar um actor. Ou uma actriz. Que vai ele fazer? Que vai ela dizer? Irão falar ? O público espera, vais já saber, o público sem o qual não há Teatro, não nos esqueçamos. Uma pessoa no público é um público. “Não muitas cadeiras vazias, esperemos! Salvo em Ionesco… No fim, a Velha diz: “Sim, sim morramos em plena glória…. Morramos para entrar na lenda… Ao menos teremos a nossa rua…”

A Jornada Mundial do Teatro existe há 55 anos. Em 55 anos serei a oitava mulher a quem é pedido para fazer uma mensagem, enfim, não sei se a palavra “mensagem” é apropriada. Os meus antecessores (o masculino impõe-se!) falaram sobre o Teatro da imaginação, da liberdade, da origem, evocaram o multicultural, a beleza, as questões sem respostas… Em 2013, há somente quatro anos, Dario Fo disse: “ A única solução para a crise reside na esperança de uma grande caça às bruxas contra nós, sobretudo contra os jovens que querem aprender a arte do teatro: nascera assim uma nova diáspora de actores, que irá sem dúvida retirar desta situação, benefícios inimagináveis para a criação de uma nova representação.” Benefícios inimagináveis é uma bela formula digna de figurara num programa politico, não? … Já que estou em Paris, pouco antes de uma eleição presidencial, sugiro aqueles que têm ar de quem nos quer governar que estejam atentos aos benefícios inimagináveis que traz o Teatro. Mas nada de caça às bruxas!

O Teatro, para mim, é o outro, é o diálogo, é a ausência de ódio. A amizade ente os povos, não tenho bem a certeza o que quer dizer, mas acredito na comunidade, na amizade dos espectadores e dos actores, na união de todos que o teatro une, nos que o escrevem, naqueles que o traduzem, nos que o iluminam, vestem, o cenografam, nos que o interpretam, nos que o fazem, naqueles que o vão ver. O teatro protege-nos, abriga-nos…. Acredito totalmente que ele nos ama … tanto quanto nós o amamos …. Lembro-me de um velho ensaiador à antiga que, antes do levantar da cortina, dizia, todas as noites nos bastidores, em voz firme: “Lugar ao Teatro!”. Esta será a palavra final. Obrigada.

Tradução: Margarida Saraiva
Revisão: Eugénia Vasques


21 de março de 2017

Desenhar faz bem ao coração!

Os meninos da EB1/JI nº 2 de Setúbal ofereceram-nos estes lindos desenhos!
Quando também há desenhos, ficamos todos derretidos!
OBRIGADA!

26 MARÇO / Domingo

“O CANTEIRO dos LIVROS”
Adaptação do conto de José Jorge Letria
por VALDEVINOS teatro de marionetas (Sintra)

M4 | 50min


19 MARÇO (Domingo)
No Cinema São Vicente (Paio Pires)
16h

25 MARÇO / Sábado

“ESPERAR ATÉ ABRIL É MORRER”
coprodução ARDEMENTE e INQUIETARTE (Lisboa)

M12 | 50min

25 MARÇO (Sábado)
No Espaço ANIMATEATRO (Amora)
21h30


20 de março de 2017